Sistema legado: quando manter e quando trocar?

Sua empresa usa aquele sistema há 10, 15, às vezes 20 anos. Ele funciona, atende a operação, mas todo mundo tem medo de mexer. O desenvolvedor original sumiu, a documentação não existe, e qualquer alteração vira uma aventura.

Isso é um sistema legado. E a pergunta que não quer calar: vale a pena manter ou é hora de trocar?

O que é um sistema legado?

É um software antigo que ainda é essencial para a operação da empresa, mas usa tecnologias desatualizadas e geralmente não tem mais suporte do desenvolvedor original.

Características comuns:

  • Linguagens antigas (Delphi, Visual Basic, COBOL, ASP clássico)
  • Banco de dados desatualizado
  • Sem documentação
  • Difícil de encontrar profissionais que mexam
  • Funciona, mas ninguém sabe exatamente como

Quando MANTER o sistema legado

  • Ele atende bem a operação — se funciona e resolve o problema, por que trocar?
  • O custo de migração é alto — migrar um sistema crítico pode custar caro e levar meses
  • Risco de parar a operação — trocar um sistema no meio da operação é arriscado
  • Não há alternativa melhor no mercado — às vezes o sistema antigo faz algo que os novos não fazem

Quando TROCAR o sistema legado

  • Manutenção está muito cara — se cada correção custa uma fortuna, o sistema virou um peso
  • Não integra com nada — se você precisa de integrações e o sistema não permite, está te travando
  • Segurança comprometida — sistemas antigos sem atualização são alvos fáceis
  • Impede o crescimento — se a empresa quer escalar e o sistema não acompanha

A terceira via: modernizar sem trocar

Nem sempre é 8 ou 80. Muitas vezes dá para:

  • Criar uma camada de integração — o sistema antigo continua, mas conversa com os novos via API
  • Migrar aos poucos — módulo por módulo, sem parar a operação
  • Documentar e estabilizar — entender o código, documentar e garantir que funcione enquanto você decide o próximo passo

Como decidir?

Fazemos um diagnóstico honesto:

  1. O sistema atende a operação atual?
  2. Consegue integrar com o que você precisa?
  3. Qual o custo de manter vs. migrar?
  4. Qual o risco de cada opção?

Com essas respostas, a decisão fica clara.

Conclusão

Sistema legado não é palavrão. Muitas vezes, manter e modernizar é mais inteligente do que trocar tudo. O importante é tomar a decisão com dados, não com medo.

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